Agronegócio Arroz brasileiro chega a mais pratos
O país começa a figurar entre os players exportadores do cereal no mundo.
Atualmente, o arroz do Brasil é vendido para 56 países, entre eles nações
árabes, como Emirados, Argélia e Arábia Saudita.
De março a agosto deste ano, as exportações brasileiras de arroz somaram 560
mil toneladas. O resultado corresponde a 93% do previsto pela Companhia Nacional
de Abastecimento (Conab), cuja previsão inicial eram vendas externas de 600
mil toneladas de arroz até fevereiro de 2010. Hoje o Brasil exporta para 56
países, entre eles diversas nações árabes como Síria, Mauritânia, Líbano,
Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Argélia e Arábia Saudita.
Segundo a técnica de planejamento da Conab, Regina Santos, o resultado das
exportações é muito positivo para o setor, pois ainda restam seis meses para
o fechamento do ano comercial. “Devemos superar as previsões iniciais. Em
relação às importações, devemos ter uma queda, porque a estimativa era comprar
800 mil toneladas até fevereiro de 2010 e, até julho, importamos apenas 347
mil toneladas, o que é bom para o Brasil”, diz.
O Brasil é, atualmente, o maior produtor e consumidor mundial de arroz fora
do continente asiático. O produto brasileiro começou a ganhar notoriedade
no mercado externo a partir do ano passado, quando a Índia, terceiro maior
exportador do ceral, retirou seu produto do mercado para conter a inflação
local dos alimentos.
De acordo com Regina, as compras feitas pela Rússia, Reino Unido e África,
continente com a maior demanda de arroz em todo o mundo, são os principais
responsáveis pelos bons resultados das exportações brasileiras do produto.
Os países africanos são o principal destino das vendas do Brasil, respondem
por 75% das exportações do país. No entanto, destinos como Arábia Saudita,
Emirados Árabes, para onde o Brasil exportou pela primeira vez este ano, começam
a ganhar peso nas vendas brasileiras.
Para o assessor de mercado do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Marco
Aurélio Tavares, o desempenho das exportações de arroz, neste primeiro semestre
do ano comercial, será determinante para a redução do excedente no Rio Grande
do Sul, que deve produzir 7,9 milhões de toneladas do cereal. As vendas externas
também garantem uma melhor remuneração para o setor produtivo, o que estimula
novos investimentos. Entressafra
“De março a agosto, os Estados Unidos e os países asiáticos estavam na entressafra,
já encerrada”, explica o assessor. “A competitividade, a partir de agora,
será muito maior, mas, mesmo assim, acreditamos ser possível exportar mais
cerca de 200 mil toneladas até o final do ano comercial”, afirma Tavares.
(Pedro
Figueiredo )
Fonte: ANBA - Agencia Nacional Brasil Árabe.
06/10/2009