
Ray Santos fala da evolução do
Street Dance no Brasil, na redação do Portal Net Babillons.
Bate Papo com Ray
Ray Santos é integrante do Dança de Rua do Brasil e coreógrafo do Dancinha de Rua, ele dá entrevista exclusiva para o Portal Net Babillons...
O Dança de Rua do Brasil
é o precursor do Street Dance na América Latina, está
entre os 5 melhores do planeta. É o número 1 do Brasil, formado
por 46 bailarinos do sexo masculino, liderados pelo coreógrafo e bailarino
Marcelo Cirino. O grupo é nativo de Santos-SP e conquistou o Brasil,
em 10 anos de carreira. Estão consagrados e fazem parte da mídia
televisiva do país, apresentando-se como convidados nos melhores programas
de comunicação, na televisão.
O Dancinha de Rua foi criado em 1994, pelo bailarino e coreógrafo Ray
Santos, o seu trabalho já é reconhecido e considerado por estrelas,
da televisão brasileira, como Xuxa, que declarou em seu programa: "Este
grupo tem um trabalho sério e bonito, é o único grupo
de dança infantil profissional do Brasil, continue assim Ray Santos".
Net Babillons:
Ray quais são os projetos da virada de ano para o novo século,
do Dança de Rua do Brasil?
Ray:
Estreamos o Balé Negro coreografado pelo bailarino Marcelo Cirino,
que tem um mesclado de técnicas do contemporâneo do coreógrafo
e bailarino Marcelo Vieira, que já passou por várias companhias
de dança e agora vem somando desenvolvimento com o Dança de
Rua do Brasil. Como projeto de vida, temos o sonho de nos apresentar no exterior:
Japão, Estados Unidos, México e Cuba, parece que agora, com
a nova coreografia- show Balé Negro, iremos conseguir.
Net Babillons:
Do que fala a nova coreografia Balé Negro?
Ray:
É um espetáculo esta coreografia, na verdade ela homenageia
o negro, em especial, como arte e cultura. A assimilação da
coreografia tem a beleza da dança contemporânea mixado na energia
e riqueza do street dance, isto cria maior abrangência de público.
Net Babillons:
Faça uma avaliação sobre o Dança de Rua do Brasil
até os dias de hoje, Ray?
Ray:
Foi criado no Brasil uma nova modalidade de dança por Marcelo Cirino,
onde o grupo com suas apresentações difundiu imensamente e que
virou mania nacional. Hoje há grupos de street dance por todos os lugares,
por onde passamos e fazemos turnês, as pessoas acabam criando um grupo
de street. O crescimento é permanente motivado por nossas apresentações
ao vivo e na TV.
Net Babillons:
Que grupos de Street Dance você pode citar como exemplo de êxito?
Ray:
O Balé de Rua de Uberlândia, o Heart Beat de Curitiba, o The
Boys Company de São Francisco do Sul, são alguns que tem desenvolvido
um excelente trabalho, diferenciando com técnicas de suavização
de movimentos. É justamente isso que define as novidades que chamam
atenção do público, dos bailarinos e coreógrafos
de outras companhias, que buscam incessantemente a inovação.
Tudo isso para que o street dance seja remodelado, tirando a repetitividade
dos movimentos que enfraquecem suas coreografias.
Net Babillons:
O que a dança tem feito para os jovens no Brasil, como esta influência
tem participado da vida das pessoas, considerando que você é
o fundador do Dancinha de Rua e que este grupo infantil já é
profissional?
Ray:
O início de tudo foi em 1994, quando lançei a modalidade de
street dance para crianças. Nosso projeto vem de bases com a criança
carente, um trabalho sério que é desenvolvido em Santos-SP.
O projeto hoje envolve praticamente 2 mil pessoas, fundamentalmente as crianças
fazem com o street dance uma terapia ocupacional e com isto resgatam os seus
valores individuais como seres humanos. A família passa a ser prioridade
e os laços desta instituição voltam a ser sagrados.
Net Babillons:
Nas coreografias que você cria para o Dancinha de Rua são usadas
só músicas brasileiras , por quê?
Ray:
O que nós fazemos sempre, é valorizar o produto nacional e criar
essa consciência na criançada.
Net Babillons:
Hoje o que o Dancinha de Rua representa para as crianças brasileiras?
Ray:
Tenho visto que o Dancinha de Rua é um exemplo muito positivo para
as crianças do Brasil; inclusive tem despertado a atenção
dos pais, pois os mesmos hoje sabem que seus filhos podem participar de algum
projeto e realizar algo proveitoso para sua existência.
Net Babillons:
Ray, você está satisfeito com o êxito do Dancinha de Rua?
Ray:
Satisfeitíssimo, com certeza, acredito que tudo isso é fruto
de um trabalho de base, árduo trabalho. Não é fácil
conseguir a atenção, o interesse, a concentração
e o respeito das crianças, para que levem a sério todo um trabalho
pautado em disciplina e amizade. Creio que a exemplo do Dancinha de Rua, outros
grupos infantis irão surgir. Isso é bom para as crianças
do Brasil, estarem ocupadas com disciplina, educação, arte e
cultura.
Net Babillons:
É de interesse do Dança de Rua do Brasil abrir uma escola de
Street Dance em Joinville-SC, a capital da dança no Brasil?
Ray:
Ainda não pensamos exatamente assim, contudo, por onde o Dança
de Rua do Brasil se faz presente, tem extensionado cursos e incentivado a
modalidade. O que nos parece é que por temos criado essa tendência
de dança no Brasil, nossa companhia tornou-se um forte referencial.
Temos projetos de intensificação do street dance, criando um
representante da nossa companhia em cada cidade brasileira que venha a se
interessar pela difusão.
Net Babillons:
Os patrocínios, incentivos da iniciativa privada, quem investe na dança
no Brasil?
Ray:
Olha a iniciativa privada não investe quase nada! são poucos
grupos que tem patrocínio. Costumo dizer que se fosse passado 10% do
que é investido no futebol, para a dança, teríamos aqui
no Brasil as melhores companhias de dança do mundo.
Net Babillons:
Ray como é o regime alimentar dos bailarinos do Dança de Rua
do Brasil?
Ray:
Veja bem, não existe um regulamento padrão alimentar, cada um
tem o compromisso de estabelecer individualmente e cumprir o seu regime. É
claro que todos os integrantes do Dança de Rua do Brasil tem consciência
de como tratar bem o seu corpo e sua mente, isso é prioritário
para quem necessita de ótima performance. Quem não concorrer
para estar em forma, ficará para trás, pois o mundo é
feito de oportunidades e temos que estar aptos para elas; dar sempre o melhor
de nós mesmos.