Um novo estilo no Brasil

Paulo Lima, André Veiga, Marcos Teixeira e Gilson Santos da Banda PLAM
na redação do
Portal Net Babillons
Banda PLAM
André Veiga
- Baixo e Voz;
Gilson Santos - Guitarra Solo e Voz;
Marcos Teixeira - Bateria e Voz;
Paulo Lima - Guitarra Base e Voz.
Este são os integrantes da Banda PLAM, que instituiram o estilo Beach
Reggae, um apimentado do reggae, ska e pop. Esta receita de musicalidade está
mexendo com a cabeça da rapaziada. A banda existe desde 1998, seus
integrantes são amigos, músicos, que resolveram reunir suas
potencialidades e a banda aconteceu.
Net Babillons:
A Banda PLAM existe há quanto tempo ?
Marcos:
A PLAM existe desde o final de 1998 quando eu, André, Paulo e Luciano,
que hoje não está mais na banda, resolvemos como hobbie iniciar
uma banda, nos reuníamos periódicamente na casa do André
e tocávamos alguns covers de ídolos nossos, sem a preocupação
de tocar em lugar algum. No início de 99 surgiu um convite para tocarmos
na boate do Clube Náutico Cruzeiro do Sul, em São Francisco
do Sul-SC, surgiu então a necessidade de dar um nome para a banda,
resolvemos juntar as iniciais dos integrantes da Banda e assim saiu o nome,
Paulo, Luciano, André e Marcos, formando PLAM.
Net Babillons:
Qual o estilo da Banda PLAM ?
André:
É um estilo que nós instituímos, o Beach Reggae,
criamos este estilo totalmente PLAM, considerando que somos nativos da Ilha
de São Francisco do Sul em Santa Catarina. Estamos rodeados de mar
e praias e o pôr do sol, o crepúsculo, a natureza que mexem com
a gente, isto nos traz muitas influências para criar as composições;
assim nasceu o nosso estilo.
Net Babillons:
Para o ano 2001, já existe agenda de shows da Banda PLAM ?
Gilson:
A banda, a partir do ano 2001, vai entrar numa turnê para divulgação
do cd, por todo o Brasil, provavelmente teremos participação
em programas de televisão. Estamos abertos para adicionar em nossa
agenda shows internos e externos, dentro e fora do país.
Net Babillons:
Existe um projeto de um super clip da Banda PLAM ?
Paulo:
Sim, a GMG -Agência de Publicidade e Produtora, está investindo
na Banda, acreditando em nossas potencialidades e isso é incrível,
é maravilhoso!
Net Babillons:
Como é o relacionamento dos integrantes da Banda PLAM ?
Marcos:
O relacionamento é bom, nós estamos tranquilos até hoje,
mas se analizarmos detalhes, a personalidade de cada indivíduo, as
individualidades, dois de nós são casados e os outros solteiros,às
vezes, somos obrigados a brigar para traçar os caminhos corretos da
banda. É como em um casamento, se estiver na pasmaceira, tudo muito
tranquilo, já se pode começar a desconfiar que algo sério
está acontecendo, se não houver brigas e discussões construtivas,
não há como evoluir o relacionamento.
Net Babillons:
Como está sendo a aceitação do primeiro CD da Banda PLAM?
André:
O que podemos observar é que graças ao trabalho das rádios,
como a Transamérica e outras, o público em geral já começa
a cantar as nossas músicas e isso é muito gratificante, considerando
que é o nosso primeiro cd.
Net Babillons:
Sabe-se que os integrantes da Banda curtem a natureza, como é isso
realmente ?
Gilson:
Isso já é expontâneo nos integrantes, pois cada um já
pratica um tipo de esporte: montanhismo, alpinismo, paraquedismo, mergulho,
isso despertou a mentalidade para preservar o meio ambiente e a natureza.
Net Babillons:
Como você vê a juventude e as drogas ?
Paulo:
Provindo das décadas de 60, 70 e até o final da década
de 80 os jovens acreditavam que a droga libertava e levava a euforia. Hoje
em dia, com as campanhas de massa contra as drogas na mídia, o jovem
evoluiu. A droga está por fora, droga a palavra já está
dizendo, é algo que não presta. Por exemplo, hoje os jovens
fazem coisas muito mais interessantes do que se drogarem: assistir um show,
praticar esportes, iniciar uma profissão, ser participativo na sociedade,
estudar muito para uma especialização, assistir um jogo de futebol,
namorar, ir à praia. As heranças da droga são perder
a família, ser excluído da sociedade, pelos amigos. Acredito
que o jovem de hoje, de maneira geral está mais atento.
Net Babillons:
A Banda PLAM surgiu para seguir carreira ou viver um hobbie, como é
isso ?
Marcos:
A Banda PLAM surgiu com quatro integrantes, como hobbie. Quando o Luciano
resolveu desligar-se, procuramos outro guitarrista, então entrou o
Gilson e criou-se uma mentalidade nova, ele trouxe muitas composições
atuais e até dos anos 80, o Paulo também resolveu compor, inclusive
resolvemos parar de tocar cover, lapidamos as composições do
Gilson e do Paulo, agregamos valores as composições. A partir
daí mudou a mentalidade do grupo, dos ensaios, começamos a pensar
profissionalmente, resolvemos gravar um cd, abrimos mão de nossa vida
cotidiana e nos integramos com a profissionalização da banda.
Net Babillons:
Aonde a Banda PLAM pretende chegar ?
André:
Muito longe, dentro do seu coração, dentro do coração
de todas as pessoas que estão conhecendo nosso trabalho agora, daquelas
que já conhecem e daquelas que ainda vão conhecer. Queremos
chegar além do que a gente possa imaginar, trilhando sempre o caminho
da Paz, Liberdade, Amor e Música.
Net Babillons:
Como nascem as letras e músicas da Banda ?
Gilson:
Em algumas das composições são desenvolvidos projetos
com temas próprios, estas são mais demoradas por serem mais
elaboradas; mas a grande maioria nasce quando estou inspirado, que lembro
de coisas que aconteceram no passado.
Net Babillons:
A inspiração da Banda PLAM foi fundamentada em alguma outra
?
Paulo:
Não, nós temos muitas influências, mas não nos
fundamentalizamos em outras bandas. Nós gostamos de reggae de praia,
então criamos o estilo Beach Reggae, mas em meio a tudo isso, tocamos
também o rock e o pop.
Net Babillons:
Existe um padrão alimentar que vocês seguem para dar suporte
para a voz e a performance física ?
Gilson:
Principalmente agora que estamos num pique muito acelerado, shows, viagens,
ensaios, tudo isso nos fez mudar o comportamento alimentar. Cortamos os
excessos, estamos resguardando muito mais a voz. Nossa alimentação
é mais energética do que calórica, isso tem nos dado
maiores reservas.
Net Babillons:
A Banda PLAM segue alguma linha de pensamento ?
André:
Dentro de nossas composições costumamos enfocar temas positivos,
como o próprio nome da banda diz PLAM é Paz, Liberdade, Amor
e Música. E o nosso desejo é que tudo isso se transforme em
realidade, faça parte das pessoas, das famílias, do convívio
do dia a dia.
Net Babillons:
Paulo como é ser artísta e ter negócios num mundo normal
paralelo ?
Paulo:
Sou casado, tenho uma empresa, não é fácil administrar
tudo isso; mas com um pouco de paciência, carinho, amor e dedicação
consigo administrar.
Net Babillons:
Gilson como é administrar ser professor e artista ?
Gilson:
Os novos métodos de trabalhar em salas de aula, nos dão uma
certa condição de familiaridade com o artista, pois a dinâmica
do professor de hoje em dia nos aproxima desta nova profissão.
Net Babillons:
André ser empresário do ramo marítimo complica a vida
do artísta ?
André:
São coisas diferentes, mas que cabem juntas; quando estou num show
ou mesmo no estúdio ensaiando é que eu tenho certeza que é
possível administrar essas duas coisas. Contudo, dia a dia vamos
criando uma estrutura de adequações, só assim pode-se
ter a certeza de que tudo vai dar certo. Abro uma consideração
para o meu lado de empresário, pois isso de certa forma facilitou
mais o lado artístico.
Net Babillons:
Marcos, como o consultor de marketing convive com o artista ?
Marcos:
É uma área profissional que está muito ligada a parte
artística, todo artista precisa de produção, de suporte,
de mídia. Existe o fato de termos que nos dedicar a duas profissões,
considerando que podem ser dois extremos que se aproximam por experiências
e conhecimento profissional.
Net Babillons:
Atualmente quem esta patrocinando ou apoiando a Banda PLAM ?
Marcos:
Graças a Deus estamos vendendo bem com o apoio dos amigos, familiares
e empresários, sabemos que todo o início é dificultoso.
Estamos sendo apoiados por rádios como a Transamérica, a rádio
UDESC Educativa que nos chamou para uma entrevista, a Rádio Difusora
de São Francisco do Sul, temos o apoio da GMG- agência de publicidade
e produtora, as empresas nas quais trabalhamos tem nos dado expressivo apoio:
a Elo, a Compass, a Feedback, o Colégio Francisquense. A nossa integração
só é possível no momento, pela maleabilidade do corpo
empresarial aos quais pertencemos. O primeiro cd contou com forte apoio
econômico do André, que investiu na banda por acreditar no
grupo.
Net Babillons:
É verdade que existem duas super gravadoras interessadas no trabalho
da Banda ?
André:
Realmente existem duas grandes gravadores interessadas em nosso trabalho,
mas por enquanto é uma paquera, um namoro. A PLAM está aberta
para contatos, porque ela tem muito a crescer.
Editada em 28 de Dezembro de 2000.