Curriculum
Embora eu tenha nascido em Foz do Iguaçu, bem longe das montanhas, acabei me tornando um alpinista de uma maneira natural. Até os meus doze anos vivia com os pés no chão, subia em árvores, brincava na barranca dos rios e saía sempre para pescar e caçar com o meu pai.
Mudamos então para Curitiba, eu perdi minha floresta, meus rios, mas logo descobri um novo paraíso, a Serra do Mar, no Paraná. Comecei a caminhar, a acampar e, aos poucos, ter as primeiras noções do que é o montanhismo.
Com 18 anos eu me mudei para a região de Itatiaia, onde morei por três anos.
Foi em Itatiaia que vim a aprender a usar o equipamento técnico, como cordas e mosquetões.
Nesta mesma época, 1985, eu realizei minha primeira grande aventura: uma viagem através da Bolívia e Peru, com o desejo de fazer o Caminho Inca a Machu Picchu. Foi uma viagem decisiva para a minha vida, respirei pela primeira vez o ar rarefeito das altas montanhas, pisei pela primeira vez na neve, me apaixonei pela cultura e pelo povo andino.
Não parei mais de viajar. Mas para viver viajando era preciso dinheiro, assim comecei a trabalhar numa pequena fábrica de mochilas em Curitiba e, nos fim de semana, guiava grupos de turistas para as montanhas e para as cavernas, nessas alturas. Em 1987 já havia feito cursos de Alpinismo e de Espeleologia e estava prestes a me formar em Turismo pela Universidade Federal do Paraná.
Meu trabalho não me dava muito dinheiro, mas sim entusiasmo suficiente para juntar um pouco mais do que cem dólares e viajar um mês pela Cordilheira dos Andes (haja espírito de aventura, e isso nunca me faltou). E foi assim, dormindo em banco de praças, viajando de ônibus ou de carona, sempre com uma mochila bem pesada nas costas, que fui buscando as montanhas e me tornando um alpinista.
Após a minha primeira grande escalada, a do Aconcágua (Argentina), em fevereiro de 1988, outras montanhas foram marcando a minha vida, entre elas:
Ojos del Salado (Chile),
Illimani (Bolívia),
Huascaran (Peru),
Chimborazo (Equador),
Matterhorn (Suíça/Itália),
Mont Blanc (França/Itália),
Elbrus (Rússia),
Kilimanjaro (Tanzânia),
Vinson (Antártida),
Mc Kinley (Alasca),
Carstensz (Nova Guiné);
Shisha Pangma (Tibete),
Cho Oyo (Tibete)
Gasherbrum (Paquistão),
Lhotse (Nepal),
Mas nenhuma dessas montanhas foi tão
importante para mim quanto o Everest ou quanto o K2.
Hoje posso me considerar um alpinista profissional, pois estou conseguindo realizar belos e importantes projetos em várias montanhas ao redor do mundo. Também venho fazendo muito sucesso realizando palestras motivacionais para empresas.
Moro em Curitiba, vivo nas montanhas, sou feliz.
Livros

Everest,
o diário de uma vitória
É a emocionante narrativa de Waldemar Niclevicz realizando o seu
grande sonho, levar a bandeira brasileira ao alto da maior montanha do
mundo. Possui descrições da cultura tibetana e nepalesa,
costumes e tradições dos povos da região.

Tudo pelo
Everest
É a narrativa de Waldemar Niclevicz, de sua primeira tentativa
ao Everest, quando ficou a apenas 344m do Topo do Mundo.

Niclevicz faz
o Projeto de sua Expedição ser extremamente estudado e todos
os detalhes são avaliados observando os cálculos e os riscos.
Honrarias recebidas por Waldemar Niclevicz
Bacharel em Turismo
Diploma conferido pela Universidade Federal do Paraná, Curitiba,
em 1990.
Moção Honrosa
Emitida pela Câmara Municipal de Curitiba, em 1993.
Sócio Honorário do Clube Excursionista Light
Diploma conferido pelo C.E.L. no Rio de Janeiro, em 1994.
Moção Honrosa
Emitida pela Assembléia Legislativa do Estado do Paraná, em
1995.
Cavalheiro da Boca Maldita da Lapa
Comenda conferida pela Sociedade Civil Boca Maldita, Lapa PR, em 1996.
Sócio Honorário do Centro Excursionista Brasileiro
Título conferido pelo C.E.B. no Rio de Janeiro, em 1998.
Sócio Benemérito do Clube Paranaense de Montanhismo
Título conferido pelo C.P.M., Curitiba, em 1998.
Membro
Honorário da União dos Escoteiros do Brasil
Diploma concedido pela U.E.B, Grupo Escoteiro Positivo, Curitiba, em 1999.
Atleticano do Século
Título conferido pela Confraria Esquadrão da Torcida Atleticana,
Curitiba, em 1999.
Mérito Esportivo
Distinção honorífica emitida pela Câmara Municipal
de Curitiba, em 2000.
Medalha Cruz de Valor Grau Ouro
Concedida pela União Brasileira dos Escoteiros do Brasil, Curitiba,
em 2000.
Amigo do Esporte do Paraná
Distinção honorífica emitida pela Câmara Municipal
de Curitiba, em 2001.
Cidade de Curitiba
Prêmio emitido pela Câmara Municipal de Curitiba, em 2001.
Cidadão Honorário de Curitiba
Título emitido pela Prefeitura Municipal de Curitiba, em 2001.
Atleticano Notável
Título conferido pela Confraria Esquadrão da Torcida Atleticana,
Curitiba, em 2001.
Cavalheiro da Boca Maldita de Curitiba
Comenda conferida pela Sociedade Civil Boca Maldita, Curitiba, em 2002.
Turma Waldemar Niclevicz
Nome
de turma escolhido por 220 formandos do Curso de Administração
de Empresas da FAE Business School, homenagem recebida em Curitiba, em 2003.
Troféu Imprensa do Paraná
Troféu
conferido pela International Press, em Curitiba, em 2003.
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Portal NetBabillons, 14 de Junho de 2003.