Minas lança nova Campanha para incentivar Doação de Órgãos
Visando
mobilizar a sociedade para incentivar a doação de órgãos, o Governo de Minas,
por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), divulgou nesta terça-feira
(5) como será a nova campanha que o Estado vai realizar. Com o slogan “Da
vida a gente não leva nada. Mas pode deixar”, os anúncios buscam sensibilizar
a todos sobre o ato que pode salvar vidas, enfatizando a necessidade de
manifestar esta vontade junto aos familiares.
Foram produzidos filmes, spots para rádio e ainda material gráfico, como
peças para outdoors, backbus (traseira de ônibus), abrigos de passageiros,
além de mídia para jornais e revistas. A previsão é de que a Campanha comece
a ser veiculada a partir da segunda quinzena de julho.
“Todas estas peças foram produzidas dentro de uma visão de voluntariado
e responsabilidade social. Os envolvidos, desde Atores, Maquiadores, Produtores,
Agência de Publicidade, enfim, aderiram de forma espontânea e voluntária
para a realização da campanha. O próximo passo é contar com a adesão dos
veículos de comunicação de massa, para que possamos mobilizar a sociedade
para esta questão”, explicou o Secretário de Estado de Saúde, Marcus Pestana.
Pestana ressaltou que a SES entende a Comunicação Social como uma das vertentes
das políticas públicas para a Saúde. “As pessoas precisam ter informações
sobre as práticas saudáveis, como combate ao alcoolismo e ao tabagismo,
o que traz prevenção e promoção da saúde. No caso da doação, precisamos
também ter uma abordagem que visa trazer reflexão. Essa ação pedagógica
passa pelos meios de comunicação”. Destacou também que a abordagem feita
junto aos familiares é humanizada, de forma a respeitar o momento de dor
pela perda do ente querido.
O Secretário lembrou que entre as ações adotadas a partir da segunda geração
do Choque de Gestão, está a estruturação do MG Transplantes como uma diretoria
da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). “Vamos tomar
todas as medidas de ordem técnica para fortalecer o sistema de captação
de órgãos por parte do MG Transplantes, inclusive com reuniões a partir
desta semana”, anunciou. Atualmente, Minas Gerais realiza cerca de 1.500
transplantes por ano. A intenção é realizar cerca de 2.000 procedimentos
a partir de 2008. Segundo o Presidente da Fhemig, Luís Márcio de Araújo
Ramos, a rede de captação conta com seis regionais: Metropolitana (Belo
Horizonte), Norte (Montes Claros), Leste (Governador Valadares), Oeste (Uberlândia)
e Sul (Pouso Alegre). “As pessoas fazem contato conosco, quando se configura
uma situação principalmente de morte encefálica, e somos acionados a captar
o órgão dessa pessoa e direcioná-lo a quem precisa”.
Campanha
Idealizada pela equipe de criação da agência de publicidade Perfil - formada
pelos publicitários Kátia Soares, Patrícia Maciel, Arnaldo Stemberg e Jura
Camargo – a Campanha traz peças que demonstram gestos simples do cotidiano,
mas que as pessoas que estão nas filas de transplante não podem vivenciar.
Panfletos devem ser entregues nos cinemas. Também foi produzido um material
para orientar os profissionais de saúde sobre os cuidados na captação de
órgãos, desde a extração até o transporte.
No vídeo e nos spots de rádio, a questão da reflexão está inserida. O personagem
faz uma espécie de testamento, no qual deixa seus maiores bens: seus órgãos.
“A idéia realmente é sensibilizar, trazendo não só o tema da doação, mas
tornar possível que as pessoas que precisam possam viver momentos únicos”,
destacou Kátia Soares.
O Coordenador do MG Transplantes, Charles Simão, reforça a necessidade de
informar mais a população, sobretudo em um assunto delicado como a doação
de órgãos. “A campanha deixa o assunto na ordem do dia. Sem dúvida, existe
um viés social, pois é um ato de desprendimento”, comentou.
Médico Cardiologista, que realiza transplantes, Simão ressaltou que a lei
que determinava que o doador deveria se manifestar com uma inscrição no
documento de identidade não funcionou na prática. “Quem deve autorizar é
a família. Se não for permitido, não há nada que se possa fazer. O doador
deve convencer seus familiares de que esta é a sua vontade”, finalizou.
Fonte: Governo do Estado de Minas Gerais.
05/06/2007