Empresa norte-americana quer lançar teste para HIV no Brasil em 2008

Jovem demonstra como é
feito o teste rápido anti-HIV em fluido oral
A
precisão é de 99%. O resultado sai em 20 minutos. E o sangue é componente
dispensável para detectar a presença do vírus da aids.
As promessas são do fabricante do OraQuick, um novo exame para a detecção
do HIV 1 e 2 a partir de fluidos orais.
O teste ainda não foi liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa), mas a OralSure Technologies, empresa que fabrica o exame, espera
poder vender o produto no mercado brasileiro já em 2008.
O método é aplicado nos Estados Unidos desde 2004 e foi aprovado pela Food
and Drug Administration (FDA), agência norte-americana que regulamenta o setor
de remédios e alimentos.
Segundo a médica brasileira Ely Côrtes, o OraQuick é tão seguro quanto os
métodos tradicionais, que utilizam amostras de sangue. “Esse teste tem altíssima
sensibilidade e a mesma confiabilidade do teste convencional, que se faz com
o sangue”.
O teste deve ser feito sempre sob a supervisão de um técnico. A pessoa recebe
uma palheta e colhe a amostra de fluido da gengiva.
O material é imerso em um frasco com um reagente, que vai determinar ou não
a presença de anticorpos produzidos pelo organismo para combater o vírus.
Se liberado pela Anvisa, o OraQuick não deve ser vendido em farmácias. A empresa
já negocia com o governo brasileiro o fornecimento para a rede pública de
saúde.
O Ministério da Saúde lembra que, enquanto a Anvisa não der o aval para a
comercialização no Brasil, os entendimentos sobre o produto não podem ser
conclusivos.
“As características desse teste são bem interessantes na medida em que a aceitabilidade
das pessoas em colher um fluido oral é muito maior do que para colher uma
amostra de sangue", afirmou o assessor técnico do Ministério da Saúde, Eduardo
Campos de Oliveira.
"Então, há uma perspectiva de que a aceitabilidade ao teste no Brasil seja
grande, como é em outros locais, mas ainda precisamos do registro da Anvisa
como base legal para começar qualquer tipo de discussão da aplicabilidade
do teste no país”. (Renata Pompeu)
Fonte: Agência Brasil.
05/12/2007