Quem perdeu o prazo ainda pode se vacinar contra H1N1
Quem perdeu o
prazo para a vacinação contra a gripe H1N1 ainda poderá
ir aos postos até o dia 7 de maio. Assim, a quarta etapa da campanha
que foi iniciada nesta semana para idosos com doenças crônicas
também receberá gestantes, doentes crônicos de outras
faixas etárias, crianças de seis meses a menores de 2 anos e
jovens de 20 a 29 anos. Até as 11h20, desta segunda-feira (26), 36,9
milhões de pessoas foram vacinadas, ou seja, 60% da meta de atingir
62 milhões de pessoas até o dia 7. O objetivo é imunizar,
pelo menos, 80% dessa população.
“Estamos chegando a 40 milhões de pessoas vacinadas, e o balanço
é positivo. Se considerar os grupos populacionais que estão
sendo vacinados agora, temos uma cobertura de 60%. Isso permite que haja uma
visão otimista de o Brasil atingir a meta de vacinação”,
afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Ele
reforçou que a vacina é gratuita, segura e a única certeza
de proteção para a população que tem o maior risco
de morrer ou de ter as formas grave da doença.
A cobertura de jovens de 20 a 29 anos ultrapassou o total de 20 milhões
de doses aplicadas (57% da meta para o grupo); as gestantes, 1,76 milhões
(59%); e os doentes crônicos em todas as idades 9,7 milhões (58%).
Das metas atingidas, as crianças de seis meses a menores de 2 anos
somam 4,1 milhões de imunizados (94% da meta) – as que ainda
não tomaram a sua dose ainda devem buscar os postos de saúde
– e os trabalhadores de saúde, 2,59 milhões (100% da meta).
A mobilização contra a gripe H1N1 ocorre em paralelo com a ação
de vacinação contra a gripe comum, direcionada apenas a pessoas
com mais de 60 anos. Ela está dividida em dois momentos:
1 – Nas regiões Norte e Sul, foi iniciada neste sábado
(24) e segue até o dia 7 de maio.
2 – Para o Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, pelo atraso na entrega
da vacina pelo Instituto Butantan, o início da campanha foi adiado
para o dia 8 de maio e segue até 21 do mesmo mês. Na vacinação
contra a gripe comum, serão vacinadas apenas os idosos, pois são
as mais afetadas pelos vírus causadores da doença.
No ano passado, dos 2.051 óbitos registrados, 1.539 (75%) ocorreram
em pessoas com doenças crônicas. Entre as grávidas (189
morreram, ao todo), a letalidade foi 50% maior que na população
geral. Adultos de 20 a 29 anos concentraram 20% dos óbitos (416, no
total). E as crianças menores de dois anos tiveram a maior taxa de
incidência da doença no ano passado (154 casos por 100 mil habitantes).
Fonte: Ministério da Saúde.
26/04/2010