Pesquisa da UFPB Recebe Prêmio de Destaque Internacional

O prêmio é promovido pela European Orgasation for Caries, entre os dias 6 e 9 deste mês, em Indianopolis, nos Estados Unidos.
O trabalho comprova e propõe que as indústrias brasileiras reduzam o prazo de validade dos cremes dentais com a fórmula monofluorfosfato (MFP), atualmente estipulado em três anos, mas não definiu a validade ideal. Os cremes dentais que não têm problemas de flúor são os que possuem sílica como abrasivo, que ajuda remover a placa bacteriana.
A pesquisa identificou que a maioria dos cremes tem a fórmula MFP, que não é estável e se perde com o aumento da temperatura e com o decorrer do tempo. Esses cremes dentais também ficam muito por tempo expostos em prateleiras de estabelecimentos comerciais localizadas nas regiões quentes do estado (Sertão), perdendo-se a possibilidade de prevenir a cárie.
O que despertou o interesse da comunidade científica internacional pela pesquisa foi o fato de que essa situação esteja ocorrendo em países africanos, do Oriente Médio e da Ásia, segundo informou o seu coordenador, professor Fábio Correia Sampaio, que é também coordenador do Laboratório de Biologia Bucal, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Odontologia da UFPB.
O Prêmio de Destaque Científico foi concedido em fevereiro, mas só foi entregue no Congresso de Cariologia. Como conseqüência, o professor Fábio Sampaio foi indicado para compor o corpo editorial da Revista Caries Research, periódico internacional composto por cientistas europeus. Ele é o primeiro sul-americano a fazer parte da revista. Fábio Sampaio é também pesquisador da Fundação de Apoio à Pesquisa da Paraíba (Fapesq) e vice-presidente da Associação Brasileira de Promoção de Saúde Bucal (Aboprev).
O Laboratório de Biologia Bucal da UFPB desenvolve 12 pesquisas financiadas nas linhas de estudo com flúors laboratoriais e clínicos e também testando fitoterápicos para uso odontológico.
A pesquisa “Concentração de Flúor em Cremes Dentais Vendidos na Paraíba” começou em 2001 e foi concluída em 2004. Inicialmente suas ações foram financiadas com recursos do Programa de Bolsa de Iniciação Cientifica (Pibic) e depois foi financiada como pesquisa científica pelo CNPq. O trabalho contou com a participação do ex-graduando do Curso de Odontologia da UFPB, Tiago Pereira.
Durante a pesquisa foram coletadas 73 amostras de creme dental, sendo 8 amostras adquiridas em João Pessoa e Campina Grande em lojas com ar-condicionado, 14 amostras foram do Litoral e do Agreste e 51 amostras do Sertão e Cariri. Os pesquisadores identificaram que nas amostras do Sertão, onde a temperatura é mais alta e onde a procura pelo produto dental é reduzida, apenas metade do flúor estava disponível no ato da compra. As análises foram feitas em eletrodos específicos de flúor.
Fonte: Governo do Estado da Paraíba
20/07/2005




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