Empresa que revitalizará Porto do Rio promete inclusão social de 20 mil pessoas
O
presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do
Rio, Jorge Luiz de Souza Arraes, afirmou hoje (6), ao tomar posse, que seu
principal desafio será promover a inclusão social dos moradores da região
portuária. São cerca de 20 mil pessoas que vivem, em sua maioria, em áreas
degradadas e habitações precárias.
“O objetivo é legitimar essa população, criar uma interlocução direta com
os moradores e oferecer condições de emprego e moradia decente, entre outros
mecanismos sociais, para que eles fiquem no centro de maneira digna e não
sejam expulsos, como já ocorreu em outras experiências de revitalização
de áreas degradadas”, disse Arraes.
Segundo ele, parte dos recursos captados com a venda dos certificados será
direcionada para a habitação de interesse social, entre outros investimentos
comunitários. “Além disso, vamos incentivar os empresários a empregar mão
de obra local nos empreendimentos que serão instalados aqui.”
A nova empresa foi criada por decreto municipal em dezembro do ano passado
para gerenciar os Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs)
no Porto do Rio de Janeiro, que são títulos públicos.
Pelo decreto, o empresário que comprar um Cepac ganhará a concessão do direito
de construir acima do gabarito atual, com uma taxa de ocupação maior. A
expectativa é atrair para a região cerca de R$ 2,6 bilhões com a venda dos
Cepacs em leilões públicos. O primeiro leilão deve ocorrer em setembro e
terá valor mínimo, por cota, de R$ 400.
O prefeito Eduardo Paes disse durante a solenidade que este é o momento
dos empresários ousarem juntos e apostarem no centro do Rio, que ele chamou
de “alma da cidade”.
“O empresário tem a certeza de que, ao comprar os Cepacs, o dinheiro arrecadado
não vai parar num lugar a 100 quilômetros de onde ele está investindo, mas
na área onde ele está construindo seu empreendimento. Além disso, com esse
calendário que o Rio de Janeiro tem, e a demanda por prédios e habitações
no centro, não tenho dúvida de que os Cepacs vão se valorizar muito.”
Paes explicou que inicialmente os Cepacs serão colocados em mercado para
pessoas jurídicas, mas que futuramente pessoas físicas também poderão comprar
os certificados. O prefeito informou que existem cerca de 4 milhões de metros
quadrados de área com potencial construtivo.
A instituição financeira que fará a estruturação dos Cepacs e sua distribuição
no mercado ainda não está definida. Arraes explicou que, se for um banco
público, não será necessário realizar licitação. Do contrário, segundo ele,
o processo de licitação pode demorar entre 60 e 90 dias. (Flávia
Villela)
Fonte: Agência Brasil.
06/01/2010