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Escola Nhandejara ganha a primeira sala de informática da rede de ensino do município de Caarapó

Em meio à tensão entre fazendeiros e índios no sul do Estado, em função do assassinato do líder indígena Marcos Veron por funcionários de uma propriedade rural invadida, no município Juti, a comunidade indígena de Caarapó, a 37 Km do conflito, tem um motivo para comemorar.
Dia 22, em cerimônia realizada com representantes da aldeia Teicuê, da prefeitura municipal e do Sebrae/MS, foi assinado um convênio que permitiu a doação de quatro computadores que equipam agora a Sala de Informática da Escola Nhandejara.
A Escola Nhandejara é uma das quatro escolas da aldeia e possui 730 alunos, todos no ensino fundamental. É lá que foi construída a Sala de Informática que abriga quatro computadores que auxiliarão 80 jovens, entre 12 e 17 anos que fazem parte do projeto Unidades de Pesquisa e Produção de Alimentos e Artesanato para a População Kaiowá/Guarani, liderado pela Universidade Católica Bom Bosco.
Nesse projeto, que tem o objetivo de manter os jovens índios na escola e gerar alternativas de renda na própria aldeia, os estudantes participam de oficinas de agricultura, fora do horário de aula, e recebem uma ajuda de custo de R$ 50,00.
Os computadores servirão para a catalogação e organização dos estudos realizados pelos jovens dentro do projeto e futuramente servirão para conectarem-se à rede mundial de computadores.
Para Eliel Benites, nativo da aldeia e professor da escola, os computadores são importantes tanto para um melhor desenvolvimento da educação dos jovens, como também para fortalecer a cultura local. "Usaremos as máquinas para reforçar nosso trabalho de resgate e preservação da cultura Kaiowá e Guarani e também para nos aprofundarmos nos conhecimentos universais", declarou o professor.
Desafios
Para uma aldeia de 3.600Ha e cerca de quatro mil habitantes, a aquisição dos computadores é mais uma ferramenta dentro de um processo educativo que visa acabar com sérios problemas como o uso de álcool, de drogas, o grande número de suicídios e as poucas alternativas de geração de renda.
Para o vice-cacique Agripino Benites, o trabalho que a UCDB realiza junto à aldeia já produz resultados. "O projeto de pesquisa e produção de alimentos já fixa uma parcela dos jovens na aldeia, o que inibe as idas à cidade ou às usinas de álcool para trabalhar. Isso tem conseqüência na diminuição da vinda de bebidas e drogas para a aldeia, além de dar melhores perspectivas para o futuro dos jovens", afirma o líder.
Para Leandro Eskowronsky, professor da UCDB que lidera o projeto contemplado com as máquinas, existe ainda muito a ser feito. "O conhecimento é multiplicado entre todos os membros da casa e hoje, um ano após o início dos trabalhos, já é possível perceber pequenas plantações ao redor das casas que auxiliam na subsistência das famílias. Mas a produção ainda não dá para o total sustento e muito menos para uma possível comercialização do excedente, que é o nosso objetivo".
A UCDB e outras instituições atuam na aldeia desde 1996, com o Programa Kaiowá/Guarani, que tem diversos projetos nas áreas de recuperação ambiental e produção de alimentos, história e sociedade, educação diferenciada e saúde.
Fonte:Comunicação Social - Sebrae/MS
28/01/2003

Santa Catarina quer aumentar exportações para a Arábia Saudita

O governador do Estado de Santa Catarina, Luiz Henrique, participou na manhã desta segunda-feira de uma reunião com membros da Brasil Sol Company, empresa instalada em Santa Catarina, filial da árabe Soudi Coldstorage, que é responsável pela importação de carne de frango e bovina brasileira. O encontro aconteceu no hotel Blue Tree Towers, em Florianópolis.
Luiz Henrique lembrou a importância da relação bilateral entre Brasil e Arábia Saudita, não somente no sentido comercial, mas cultural e tecnológico. “Somos um país multirracial, sem preconceitos ou formas de discriminação. O povo árabe nos trouxe muita contribuição, tanto na cultura, quanto na língua, e também ajudando no desenvolvimento do Brasil”, destacou. O governador ressaltou que através da Reforma Administrativa será criada uma Secretaria de Relações Internacionais, o que vai ampliar e aprofundar as atividades comerciais e culturais do Estado com parceiros tradicionais como a Arábia Saudita. “Vamos ter relação de mão dupla, tanto na venda dos produtos catarinenses, quanto na compra de produtos árabes”, concluiu o governador.
O presidente da Brasil Sol Company, Ahmed Ashour, declarou que mais dois navios foram adquiridos para aumentar as importações de carne brasileira. Atualmente, Santa Catarina é o Estado brasileiro que mais exporta carne de frango para a Arábia Saudita.
O embaixador da Arábia no Brasil, Anwar Abd Rabbud, destacou que através da linha marítima, a distância entre os dois países será encurtada. “Agradeço às autoridades catarinenses que fizeram de tudo para ampliar as relações com a Arábia Saudita”, acrescentou. O embaixador afirmou que os números de exportação de carne brasileira para a Arábia estão aumentando. Conforme Rabbud, no ano passado as exportações beiraram os US$ 510,5 milhões. Somente em frango, as exportações chegaram ao equivalente de US$ 158,6 milhões, e entre carne bovina e derivados foram aproximadamente US$ 53,6 milhões.
Toda a reunião foi traduzida pelo membro da empresa árabe, Rafic Hanbli. Estiveram presentes também na reunião representantes das indústrias catarinenses de carne, Perdigão, Macedo, Seara, Tieppo, First, do banco BCN e do Porto de Imbituba. De acordo com o prefeito de Imbituba, Osny Souza Filho, a Brasil Sol Company tem interesse em construir um frigorífico no porto da cidade. (CT)
Fonte: Assessoria de Comunicação do Governo do Estado de Santa Catarina.
27/01/2003

 

 

 

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Curso grátis do Sebrae na Internet começa no dia 24 de fevereiro

Começam a funcionar no 24 de fevereiro as 50 novas turmas do curso grátis de capacitação "Aprender a Empreender", oferecido via Internet pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). As inscrições on-line às 10 mil vagas já podem ser feitas pelos sites http://educacao.sebrae.com.br e sebrae.com.br no link "Aprender a Empreender".
O curso foi desenhado para quem já tem alguma experiência em negócios, mas precisa de orientação na área de gestão empresarial. O conteúdo do curso foi adaptado da telenovela veiculada pela TV Globo e pelo Canal Futura que capacitou 198 mil pessoas ao longo de três meses no ano 2000.
Com a experiência de pequeno empresário, professor universitário de empreendedorismo e gerente da Unidade de Educação do Sebrae Nacional, Ênio Pinto garante que o curso abre caminhos para quem quer se aventurar no mundo dos negócios. "Não se ensina ninguém a ser empreendedor, mas pode-se criar condições favoráveis para que você empreenda", observa ele.
O "Apreender a Empreender" fornece ferramentas que aumentam as chances de sucesso de um negócio. "Nós ensinamos a formar o preço de venda, a abordar o cliente, a fazer controle de estoque e a controlar o fluxo de caixa", enumera Ênio, salientando, no entanto, que o espírito empreendedor é uma característica inata. "A vontade de empreender vem do indivíduo. Podemos, sim, despertar nele o comprometimento, a preocupação com a qualidade e com as metas."
Foi o que aconteceu com Egídio Machado Júnior, um maranhense de 35 anos radicado em Sobradinho, cidade-satélite de Brasília. Desanimado com o fracasso de seu primeiro negócio – um depósito de bebidas – Egídio se deu conta de que precisava de capacitação na área de gestão.
O problema é que, por ser deficiente auditivo, ele tinha dificuldade de acompanhar um curso em sala de aula. "Precisava de atenção especial e não queria atrapalhar a turma toda", conta.
Foi aí que Egídio começou a acompanhar a telenovela "Aprender a empreender" por meio da leitura labial dos personagens. Estimulado pelo programa, Egídio abriu a BIP Informática, uma empresa de prestação de serviços que já emprega três pessoas.
O curso é dividido em três módulos e tem a duração de dois meses. A técnica responsável pelo curso, Andréia Calderan, do Sebrae Nacional, explica que o conteúdo pode ser acessado a qualquer hora, mas recomenda que o aluno siga o ritmo das aulas para melhor aproveitamento. Os tutores têm mecanismos para controlar o acesso dos alunos. Ao final, os participantes recebem um certificado do Sebrae.
Inscrições: www.sebrae.com.br no link "Apreender a Empreender", localizado na coluna Destaques Sebrae, ou pelo site http://educacao.sebrae.com.br.
As informações são do sítio do Sebrae, em www.sebrae.com.br.
Fonte: Rede Governo
28/01/2003

Prefeitura do Recife leva experiências ao Fórum Social Mundial

Com a certeza de que “um outro mundo é possível”, milhares de pessoas de todos os cantos do mundo, estão reunidas em Porto Alegre, desde o dia 23, no III Fórum Social Mundial – FSM 2003, para discutir e propor novos caminhos para a humanidade. O Fórum segue até amanhã (28), quando serão reunidas as propostas apresentadas para sistematização do documento final do FSM 2003.
A Prefeitura do Recife está mostrando suas experiências e acompanhando o trabalho que está sendo realizado em vários países. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico mostrou o trabalho que está executando com a comunidade de Caranguejo/Tabaiares, os projetos de economia popular e solidária e os primeiros resultados alcançados com o Observatório do Trabalho. A Secretaria de Orçamento Participativo levou 25 delegados do OP, que estão acompanhando as palestras e oficinas, discutindo e trocando idéias.
A Prefeitura também enviou 49 delegados do Fórum da Juventude, que estão debatendo as políticas públicas de juventude e apresentando suas experiências como organização juvenil. Na delegação vieram quatro alunos das escolas municipais de Tejipió, Joaquim Cardoso, Gilberto Freire e Pedro Augusto, eleitos pelo Fórum de Estudantes. Os representantes da juventude recifense apresentaram os primeiros resultados da pesquisa “Juventude é Atitude! Qual é a sua?”.
Observatórios do Trabalho - A criação de uma rede, visando a troca de experiências entre os diversos observatórios do trabalho existentes, foi o principal indicativo aprovado durante a oficina sobre o tema, realizada em Porto Alegre (26). A Oficina “Observatórios do Trabalho” foi promovida pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio Econômicos – DIEESE e pela entidade Intercâmbio, Informação, Estudos e Pesquisas - IIEP, com o apoio das prefeituras do Recife e Santo André.
Além da experiência do Recife, apresentada por Luis Roberto da Silva, diretor geral de Promoção de Trabalho e Renda, também puderam ser observadas as práticas dos governos estaduais do Rio Grande do Sul e São Paulo, assim como a do município de Santo André (SP). Segundo Luis Roberto, a troca de experiências possibilitou a visualização de coincidências nas práticas, tanto nos problemas enfrentados, quanto nas possibilidades de solução. “Existia uma vontade comum de criação de uma rede, que significa a possibilidade de encontrarmos caminhos convergentes”, exemplifica.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico do Recife, Francisco Oliveira, a experiência dos observatórios é bastante nova no Brasil. A perspectiva, entretanto, é disseminar esta experiência. “Os observatórios têm uma grande tarefa na geração de políticas públicas na área de emprego e renda, para as cidades e o país”, justifica.
No Recife, o Observatório do Trabalho começou a funcionar em setembro de 2001, ligado ao Centro Público de Promoção do Trabalho e Renda. Seu principal objetivo é a pesquisa e o estudo de possibilidades relacionadas ao mundo do trabalho. Para isto, reúne diversas entidades da sociedade, como ONG’s, sindicatos de trabalhadores, organizações empresariais, fóruns regionais e movimento popular, numa composição multipartite. Como resultado do trabalho do Observatório do Trabalho do Recife, foi realizado um estudo do perfil sócio-econômico das regiões 3 e 5 que pode ser acessado.
Fonte: Prefeitura do Recife - Secretaria de Comunicação Social
27/01/2003

 

 

 




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