Abertura.
Fale conosco, e-mail, telefone e endereço.

Em seu 16º ano de implantação, OP atrai estudiosos de todo o mundo

O Orçamento Participativo (OP), em seu 16º ano de implantação, continua atraindo pesquisadores e estudiosos do mundo todo a Porto Alegre. Apenas neste primeiro mês do ano, o Gabinete de Relações com a Comunidade (GRC) recebeu dois estudiosos de Madri (Espanha) e outros dois de Kingston-Upon-Hull (Inglaterra), cidade localizada a Noroeste de Londres. Em 2003, o GRC recebeu pesquisadores do Paraguai, Argentina, Canadá, Peru, Equador, França, entre outros países, chegaram à Capital para conhecer, na prática, a gestão compartilhada do governo da Administração Popular.
Na tarde desta quarta-feira, 21, o coordenador da Temática Educação, Esporte e Lazer, Luís Cláudio Bernardo, explicou o funcionamento do OP aos ingleses Rachel Palnér, 26 anos, PHD com formação nas áreas do desenvolvimento, sociologia e política, e Iain McIunes, 31, graduado em Ciência Política - ambos formados pela Universidade de Sheffild Hallam, localizada no país de origem dos estudiosos. O detalhamento da prática da participação popular na definição dos recursos municipais estendeu-se até o às 18h.
Bernardo salientou que o OP se inicia em março com a Reuniões Preparatórias, quando as comunidades definem as demandas que serão levadas às 16 Plenárias Regionais e seis Temáticas, nos meses de abril e maio. Ele também destacou a Assembléia Municipal, momento onde os fóruns de delegados, regionais e temáticos, entregam ao prefeito a relação, por ordem de importância, das obras e serviço eleitos nas plenárias. Elas passam pela análise técnica e financeira do Município. As prioridades sem impedimentos para implementação são integradas ao caderno do Plano de Investimentos e Serviços da Prefeitura. O processo é estendido até o final de janeiro, ficando em recesso durante o mês de fevereiro.
Respostas – "O OP é uma metodologia de sucesso. Aqui eu tenho resposta para os problemas enfrentados em Kingston-Upon-Hull (Estado de Yorkshire)", destaca a inglesa Rachel. Localizada a 400 quilômetros de Londres, a cidade da pesquisadora possui 250 mil habitantes e é consideradas uma das mais pobres do país. "Enfrentamos a falta de participação para o desenvolvimento das nossa comunidade", salienta.
A doutoranda em Psicologia Barbara Scandroglio, 33 anos, e Jorge Lopes, 37, doutor em Psicologia, vieram de Madri para conhecer o OP e "a cidade da participação popular". Ele chegou no início de agosto e trabalhou, até as vésperas das férias de Verão como professor visitante do Departamento de Pós-Graduação em Psicologia da PUC. Ela chegou no mesmo mês, mas primeiro foi conhecer o Norte do país, desembarcando no Município em outubro, onde dá andamento a pesquisas para a sua tese de doutorado. Retornam na primeira quinzena de fevereiro.
"Em Madri, a organização dos movimentos populares é recente e não consegue interferir na realidade política local. Porto Alegre é um exemplo, uma inspiração para muitas pessoas no mundo", destaca Jorge Lopes.
Fonte: Prefeitura Municipal de Porto Alegre
23/01/2004



 

Página de aberturaÍndice de notícias.