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Belo Horizonte Vira Capital do Artesanato Brasileiro

Belo Horizonte será a capital do artesanato brasileiro, a partir desta terça-feira (22). Até o próximo domingo (27), produtos de cerca de sete mil artesãos de todo o Brasil e também da Indonésia, Paquistão, Bolívia, Quênia, Peru, Uruguai e Índia são a atração da XVI Feira Nacional de Artesanato (FNA). A comunidade indígena é o tema e receberá homenagem especial nessa edição do evento, que contará com a presença de representantes das tribos Pataxó e Tupinambás (Bahia), Fulniô (Pernambuco), Gavião (Paraíba) e Apurinã (Acre).
Considerada a maior feira de artesanato da América Latina, a FNA conta com 828 estandes, que ocupam 23 mil metros quadrados da Expominas, no bairro Gameleira. Cento e cinqüenta mil pessoas são aguardadas na XVI Feira Nacional de Artesanato.
A presença de compradores dos Estados Unidos e de quinze países da Europa e Ásia já está confirmada na FNA. As vendas deverão gerar R$ 20 milhões para cerca de 15 mil artesãos de todo o País e cerca de US$ 530 mil em negócios voltados ao mercado externo, segundo estimativas dos organizadores do evento.
Nessa edição, vamos somar artesanato e turismo, informa Tânia Machado, presidente do Instituto Centro Cape e da Central Mãos de Minas, entidades responsáveis pela realização da feira. Um seminário sobre os dois temas será realizado pelo Ministério do Turismo e parceiros, durante o evento.
Como no ano passado, o primeiro dia da FNA está reservado ao atendimento de lojistas e compradores internacionais, das 10h às 22h. Essa estratégia rendeu boas vendas em 2004, revela Tânia. A entrada para lojistas será franca, nesta terça-feira, mediante a apresentação do CNPJ. Nos demais dias, os visitantes pagam R$ 7 por pessoa. O horário de visitação será das 14h às 22h, de quarta a sexta-feira (23 a 25), e das 10h às 22h, no sábado e domingo (26 e 27).
Doze mil lojistas de várias regiões brasileiras estão sendo aguardados na FNA, que também é considerada como evento-referência no lançamento de tendências para o artesanato brasileiro. Cento e sessenta empresários europeus e latino-americanos estão confirmados nas rodadas internacionais de negócios ligadas ao turismo. A vinda deles foi viabilizada pela parceria estabelecida entre a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e a Comunidade Econômica Européia, por meio do Projeto Al-Invest, informa Tânia.
Turismo e Cultura
O projeto de turismo da Estrada Real ocupa espaço de oito mil metros quadrados, onde réplicas das principais fachadas históricas das cidades mineiras estão representadas em 42 estandes. Esportes de aventura como arvorismo, rapel, escalada, tirolesa e bike serão atrações especiais nesse mesmo espaço.
Apresentações de shows musicais integram a programação cultural da FNA. Infra-estrutura especial com guarda-volumes, local para embalagens, transportadoras, emissão de notas fiscais e estande dos Correios estão à disposição do público.
A feira também vai movimentar a economia da capital mineira. O evento deverá atrair cerca de 25 mil turistas à Belo Horizonte, que esquentarão os negócios relacionados a transportes, restaurantes, hotéis, etc. Aproximadamente 2,5 mil empregos temporários e 1,7 empregos diretos já foram gerados pela montagem da feira. Em termos de arrecadação de impostos e taxas, calcula-se que a FNA deverá totalizar cerca de R$ 474 mil para os cofres públicos. Dez toneladas de alimentos serão doados à Defesa Civil pela organização do evento.
Os visitantes da feira poderão conhecer uma maloca, que estará montada na Expominas e onde serão mostradas a cultura, culinária e arte dos índios brasileiros. Oficinas ministradas pelos representantes das tribos participantes do evento serão abertas ao público. Eles vão ensinar como preparar alguns alimentos e a fazer bijuterias, utilitários e pinturas. A XVI Feira Nacional de Artesanato será encerrada com o desfile da Estação Primeira de Mangueira, no domingo (27).
Participação do Sebrae
O Sebrae em Minas Gerais ocupa um estande de 200 metros quadrados na FNA. O artesanato mineiro será apresentado dividido nas regiões centro, norte, sul, leste e oeste, Três Marias e Turmalina. Um quarto do espaço é dedicado ao projeto de turismo Estrada Real, onde produtos artesanais dos circuitos Serra do Ibitipoca, do Ouro e Vilas e Fazendas estão expostos. Peças em madeira, cerâmica, arame, papel marchê, papel de pedra, bucha vegetal, cabaça, tecelagem, tapeçaria, bordados, couro, tecelagem, sementes, pedras e fibras compõem o rol de produtos a serem apresentados ao público.
Oitenta e cinco artesãos estarão no estande do Sebrae em Minas atendendo e comercializando cerca de 700 tipos de peças feitas em 40 municípios. Aproximadamente 600 artesãos de 24 associações serão beneficiados pela participação na feira, segundo Sabrina Campos, coordenadora do Programa Sebrae de Artesanato do Sebrae em Minas. A expectativa de vendas supera o total alcançado no ano passado. ¿Esperamos alcançar o resultado de vendas diretas e encomendas superior a R$ 100 mil, revela a coordenadora.
O Sebrae em Santa Catarina leva à FNA cerca de 1,5 mil produtos desenvolvidos em dezoito núcleos de produção de doze municípios. As peças são em madeira, concha, tecelagem, cerâmica, fibra, vime, sucata ecológica, boneca, tochas, entre outros materiais. Coleções de Natal e peças tradicionais catarinenses compõem a maioria dos trabalhos expostos no evento. O estande do Sebrae em Santa Catarina tem 50 metros quadrados.
Estamos participando pela segunda vez dessa feira. Nossa intenção não é só comercializar, mas também gerar contatos para futuras vendas, explica Simone Amorim, consultora do Programa Sebrae de Artesanato do Sebrae em Santa Catarina. Participar da FNA é fundamental para o artesanato catarinense, segundo Simone.
Já o Sebrae no Distrito Federal está presente na feira, ocupando estande de 12 metros quadrados. Produtos feitos por cem artesãos de três associações serão apresentados ao público. Papel artesanal, crochê e bordados são as técnicas das peças escolhidas para representar o Distrito Federal na FNA. Uma caravana de vinte artesãos foi patrocinada pela Secretaria do Trabalho do Governo do Distrito Federal e pelo Sebrae, que assumiram 75% das despesas. O restante ficou a cargo dos artesãos.
Participamos todos os anos dessa feira, pois gera venda garantida até o final do ano e acesso a mercado internacional, justifica Lucimar Santos, gerente da Unidade de Acesso a Mercados do Sebrae no Distrito Federal. Muitas inovações são lançadas na FNA e o evento também promove o encontro de parceiros, segundo a gerente. Essa feira é um dos principais eventos de artesanato do País, complementa Lucimar.
A unidade do Sebrae na Paraíba vai ocupar estande de 120 metros quadrados na FNA. Os produtos enviados ao evento são em renda renascença e labirinto, bordados, esculturas em cerâmica e madeira, peças de vestuário e de decoração em fibras naturais e algodão colorido, tecelagem e couro de caprino.
Uma caravana de 34 artesãos paraibanos chegou à Belo Horizonte, na tarde da segunda-feira (21). As despesas da viagem foram patrocinadas pelo Governo do Estado da Paraíba e Sebrae, com contrapartida de 20% dos artesãos, associações e cooperativas.
A expectativa de vendas é boa. Segundo Marielza Rodrigues Targino de Araújo, coordenadora de Artesanato do Sebrae na Paraíba, esperamos vender R$ 100 mil no varejo e gerar o dobro, em encomendas no atacado. Participar da FNA é também fundamental para atrair bons negócios para o artesanato paraibano, de acordo com a avaliação da coordenadora.
Serviço:
XVI Feira Nacional de Artesanato de 22 a 27 de novembro
Site - www.feiranacionaldeartesanato.com.br
Local - Expominas, em Belo Horizonte, MG
Horário - das 10h às 22h, no dia 22/11 (reservado apenas para lojistas)
De quarta a sexta-feira (23 a 25) - das 14h às 22h
Sábado e domingo (26 e 27) - das 10h às 22h
Ingresso - R$ 7 por pessoa;
Informações pelo telefone (31) 3282-8280
Sebrae em Minas Gerais (31) 3371-9060
Fonte: Agência SEBRAE de Notícias
24/11/2005

 



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