Rio intensifica fiscalização sobre preservativos e materiais usados na confecção de fantasias
A Operação
Carnaval, realizada pela Instituto de Pesos e Medidas do Rio de Janeiro (Ipem-RJ),
visitou até agora 68 estabelecimentos comerciais na capital fluminense
e região metropolitana. No total, o Ipem já fiscalizou 26.220
preservativos masculinos. “Nenhum estava irregular”, informou
hoje (10) o diretor de Qualidade do Ipem-RJ, Sérgio Macedo. A inspeção
vai até a próxima sexta-feira (12).
“O que a gente vem percebendo é que não se compra mais
camisinha fora da certificação. No início, a gente encontrava
muito. Com a manutenção da atividade ao longo dos anos, a gente
já não percebe mais isso”, disse Soraya Santos, presidente
do Ipem, órgão vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento
do Rio (Sedeis). Ela destacou, entretanto, que a fiscalização
sobre as camisinhas não deixará de ser feita, “para evitar
que haja uma volta ao mercado desses itens ruins”.
Dez equipes do Ipem participam da Operação Carnaval. No interior
do estado, esclareceu o diretor de Qualidade do Ipem, é realizada uma
fiscalização de rotina durante todo o ano. Segundo ele, também
não foram encontradas irregularidades em nenhum município.
Macedo alertou, porém, sobre a importância de os consumidores
verificarem não apenas a marca do Instituto Nacional da Propriedade
Industrial (Inmetro) no preservativo posto à venda. Eles devem ficar
atentos a outras questões, como embalagem e prazo de validade, embora
a certificação seja uma garantia de que a “camisinha”
pode ser comercializada. “Mas verifica se o prazo de validade dele está
correto, se não está vencido; se aquela embalagem não
foi violada, está perfurada ou foi armazenada em local exposto a sol”.
De acordo com ele, os consumidores devem evitar comprar preservativos em locais
que não sejam considerados estabelecimentos regulares, como vendedores
ambulantes e barraquinhas. Na cidade do Rio e na região metropolitana,
a meta do órgão é visitar pelo menos 100 estabelecimentos
comerciais, especialmente drogarias.
O Ipem também verificou se os materiais comercializados para confecção
de fantasias têm qualidade. “Nesta época do ano se compra
muito material de armarinho para montagem de fantasias. E o Ipem verifica
se há garantia de qualidade ao consumidor nesses itens”, afirmou
Soraya. Os técnicos do órgão verificam ainda os brinquedos
usados como complementos de fantasias, porque têm certificação
obrigatória, por questões de segurança. (Alana
Gandra)
Fonte: Agência Brasil.
10/02/2010