Um ano após aprovação, lei antifumo de São Paulo reduziu 73,5% do monóxido de carbono em bares
Estudo
realizado pelo Instituto do Coração (InCor) de São Paulo,
divulgado hoje (5), mostra que a lei antifumo paulista, criada em maio de
2009 e em vigor desde agosto do ano passado, conseguiu reduzir a concentração
de monóxido de carbono em 73,5% nos estabelecimentos. O levantamento
foi feito em 700 locais onde o fumo está proibido no estado, como bares
e restaurantes.
De acordo com o secretário de Saúde, Luiz Roberto Barradas,
ainda não há, no entanto, estimativa de quantas mortes e internações
foram evitadas em razão da lei antifumo. “Não fizemos
ainda essas medições. Vamos ter o resultado dessa lei daqui
a 10-15 anos, quando os nossos jovens,crianças, que respiravam a fumaça
do cigarro, não vão ser asmáticos, não vão
ter bronquite, não vão ter câncer de pulmão. Os
efeitos serão colhidos a longo prazo”, disse.
Balanço realizado pela Secretaria de Saúde do estado revela
que desde a entrada em vigor da lei, 736 estabelecimentos foram multados por
desrespeito à norma. Um estabelecimento, em Mogi das Cruzes (SP), foi
fechado. No total, foram realizadas 322.033 ações de fiscalização
no estado.
A lei antifumo foi sancionada pelo governo do estado de São Paulo em
maio do ano passado e está em vigor desde 7 de agosto. A lei proíbe
o fumo em ambientes fechados de uso coletivos, como bares, restaurantes e
casas noturnas.
Fonte: Agência Brasil.
05/05/2010