Nações Unidas apelam para fim do preconceito e da discriminação contra homossexuais
No Dia Internacional
Contra a Homofobia, comemorado hoje (17), o diretor-executivo do Programa
Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (cuja sigla em inglês
é Unaids), Michel Sidibé, apelou para que os governos se esforcem
para evitar o preconceito e a discriminação. Segundo ele, dos
192 países que integram a Organização das Nações
Unidas (ONU), 85 deles ainda mantêm leis que criminalizam o comportamento
homossexual.
Sidibé disse que a homofobia é considerado um dos principais
obstáculos à implementação de estratégias
de prevenção do vírus HIV. Em um discurso direto, objetivo
e claro, o representante da ONU pediu aos governo para que se empenhem na
adoção de medidas que garantam o respeito aos direitos humanos
e o acesso à prevenção e ao tratamento da doença.
“Apelo a todos os governos para que tomem medidas que eliminem o estigma
e a discriminação enfrentados pelos homens que fazem sexo com
homens, lésbicas e transgêneros. Os governos também devem
criar ambientes sociais e legais que assegurem o respeito pelos direitos humanos
e permitir o acesso universal à prevenção, tratamento,
cuidados e apoio”, disse Sidibé.
Segundo Sidibé, de 5% a 10% dos casos registrados de contaminação
ocorrem em relações sexuais entre homens, mas os percentuais
variam de acordo com países e regiões. Porém, lembrou
ele, apesar dos dados, os homossexuais masculinos continuam sofrendo discriminação
por parte de profissionais de saúde, prestadores de serviços,
entidades patronais e forças de segurança.
De acordo com o representante das Nações Unidas, a discriminação
impede que os homossexuais masculinos revelem sua verdadeira orientação
sexual e que prestem informações aos serviços de combate
à Aids/HIV.
“A homofobia é parte significativa da epidemia de HIV [Aids]
em todas as regiões do mundo. Apenas um em cada 10 [homossexuais e
transgêneros] tem acesso a serviços de prevenção
do vírus”, disse o diretor-executivo do Fundo Global de Combate
à Aids, Tuberculose e Malária.
De acordo com a Unaids, em 17 de maio de 1990, a Assembleia Mundial da Saúde
aprovou a 10ª edição da Classificação Internacional
de Doenças (CID) estabelecendo que a orientação sexual
(heterossexual, bissexual ou homossexual) deixariam de ser “considerada
como uma desordem”. Por esse motivo, o Dia Internacional contra a Homofobia
é comemorado em 17 de maio. (Renata Giraldi)
Fonte: Agência Brasil.
17/05/2010