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Presidente da Colômbia diz que diferenças ideológicas e políticas não impedem parcerias

Foto: Antonio Cruz/ABr
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe o Presidente da Colômbia,
Juan Manuel Santos (Antonio Cruz/ABr)

Como Presidente da Colômbia há menos de um mês, Juan Manuel Santos pediu hoje (1º) a colaboração do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o fim das tensões na região. Sem mencionar as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) nem o Exército da Libertação Nacional (ELN), Santos ressaltou que eventuais diferenças no modo de pensar não podem atrapalhar as relações bilaterais nem multilaterais.
“É possível pensar diferente e manter boas relações. É interessante observar que as tensões que existiam no cenário regional estão cedendo porque, quando os governantes estão brigando, são os povos que sofrem”, afirmou Santos, referindo-se indiretamente ao último impasse envolvendo Colômbia e Venezuela, encerrado na primeira quinzena de agosto.
Em 22 de junho, o representante do governo colombiano denunciou, durante sessão da Organização de Estados Americanos (OEA), a suposta presença de 1,5 mil guerrilheiros das Farc e do ELN em território venezuelano.
Indignado com a suspeita, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou o rompimento das relações diplomáticas com a Colômbia. A partir daí foi intensificada a segurança na área de fronteira e instaurado um clima de tensão. Presidentes sul-americanos se uniram na tentativa de buscar um acordo para o fim do impasse.
Porém, após a posse, Santos se encontrou com Chávez na Venezuela e os dois fecharam um acordo de paz. Ambos se comprometeram a adotar uma série de medidas para ampliar a segurança na região, o comércio bilateral e até pendências econômicas.
“Temos que seguir avançando”, disse Santos. “É o momento de trabalharmos unidos. A unidade deve estar acima de qualquer diferença ideológica ou política". Santos está no Brasil em visita oficial e participou do almoço oferecido pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Itamaraty.
Fonte: Agência Brasil.
01/09/2010