Requião abre exposição de artistas paranaenses no Museu de Arte de Kobe, no Japão
O governador Roberto Requião e a presidente do Museu Oscar Niemeyer,
Maristela Quarenghi de Mello e Silva, participaram na manhã deste sábado
(01) da abertura da Exposição Brasil-Japão “O Caminho
Unido pela Arte”, no Museu de Arte de Kobe, na Província de Hyogo,
no Japão. A Exposição leva 70 trabalhos de três
artistas paranaenses, Mazé Mendes, Francisco Faria, e José Antonio
de Lima, além da exposição dos artistas japoneses que
estiveram no Museu Oscar Niemeyer durante as comemorações dos
100 anos da imigração japonesa no Brasil.
Estiveram presentes na abertura da exposição dezenas de artistas
plásticos, arquitetos, escultores, e intelectuais japoneses, entre
eles, Tadao Ando, hoje o mais conhecido arquiteto e urbanista japonês,
cuja obra deverá ser exposta no Oscar Niemeyer.
“Depois de 100 anos que o Kasato Maru aportou no Brasil, o país
volta a Kobe trazendo três importantes artistas paranaenses. Esta é
uma forma de parceria verdadeira, afinal não estamos falando de relações
comercias, mas, enfim, de uma forma de intercâmbio mais profunda, que
é o intercâmbio cultural”, afirmou o governador Roberto
Requião.
Segundo ele, da mesma forma que os japoneses imigraram ao nosso país
eles levaram a sua cultura. “Estamos trazendo aqui uma parte de nossa
manifestação cultural com as obras desses três pintores”,
disse. Requião lembrou que nas comemorações dos 100 anos
da imigração japonesa o Paraná teve a oportunidade de
abrigar no Museu Oscar Niemeyer um painel significativo da arte japonesa.
“Agora, em Kobe, temos também a oportunidade de mostrar três
artistas paranaenses contemporâneos, cuja arte nos encanta, e que esperamos
que encantem também os japoneses”, afirmou Requião. Com
essa exposição, disse o governador, o Governo do Paraná
pretende estar intensificando informações e parcerias culturais.
“É nosso desejo que outras exposições, tanto lá
como aqui, sejam realizadas. Agradeço ao governador da Província
de Hyogo, Tohizo Ido, a oportunidade dessa exposição, e agradeço
a todos pela boa acolhida aos nossos artistas”.
Para o governador de Hyogo, o acordo de cooperação entre o Paraná
e a Província japonesa continua dando frutos, e esta exposição,
segundo ele, é prova de que o intercâmbio entre os dois países
está sendo proveitoso. “A intensificação dessas
relações é de extrema importância, tendo em vista
que hoje um 1,5 milhão de japoneses e descendentes vivem no Brasil,
e 320 mil brasileiros estão no Japão”, afirmou Ido.
A presidente do Museu Oscar Niemeyer, Maristela Quarenghi de Mello e Silva,
destacou o sucesso que foi a exposição dos japoneses no Brasil,
e espera que o mesmo aconteça no Japão com a exposição
dos artistas paranaenses. “Esse intercâmbio internacional é
parte da política cultural do Museu Oscar Niemeyer. Como contrapartida,
trabalhamos pela difusão e valorização da arte paranaense
no Brasil e em outros países”.
A mostra foi organizada pela equipe técnica do Museu Oscar Niemeyer,
como contrapartida da parceria de cooperação cultural existente
entre os dois museus.
O intercâmbio entre os governos do Estado do Paraná e da Província
de Hyogo foi firmado em 1970. Em comemoração aos 100 Anos da
Imigração Japonesa no Brasil, o Museu Oscar Niemeyer apresentou,
de 23 de junho a 05 de outubro, obras do acervo do museu japonês. Os
trabalhos apresentados no Japão foram selecionados pelo curador Koichi
Kawasaki, quando esteve em Curitiba para a montagem da mostra Arte do Japão
– Do Moderno ao Contemporâneo.
OBRAS - Com 17 obras, entre instalações e técnica
mista sobre papel, José Antonio de Lima constrói sua poética
com formas geométricas e tem a terra como elemento recorrente em suas
pesquisas de materiais, de onde se origina sua paleta de tons ocres.
O preciso desenho à grafite, de sombras e luzes perfeitas, de Francisco
Faria apresenta as paisagens brasileiras, especialmente o litoral paranaense.
Ele participa da mostra coletiva com 34 desenhos sobre papel. Faria impressiona
pelas sutis e detalhadas nuances que consegue alcançar com o grafite
em seus trabalhos, nos quais o preto e o branco equilibram-se de tal forma
que parecem fotografias.
É este o ponto de partida para as 19 fotografias digitais em óleo
sobre tela de Mazé Mendes. Com obras que tem as cidades como tema,
ela produz interferências gráficas com tinta nas imagens captadas.
A técnica mista usada por Mazé faz parte de sua produção
recente.
Fonte: Governo do Estado do Paraná
01/11/2008