Produções culturais também geram riqueza para o país, diz Mamberti
Além de
contribuírem para o desenvolvimento da identidade do Brasil e retratarem
a cultura de um povo, as produções culturais são importantes
também para a economia do país, podendo representar até
8% do Produto Interno Bruto (PIB). A análise é do presidente
da Fundação Nacional das Artes (Funarte), Sérgio Mamberti.
"Está na hora de pensarmos também na gestão cultural
e nos darmos conta que cultura também é uma questão de
economia. As produções culturais também geram riqueza
para o país", disse Mamberti durante a abertura do seminário
para discutir o Plano Nacional de Cultura, em São Paulo.
O seminário, que começou ontem (3), é o último
da série para debater as diretrizes do plano, para, em 2009, apresentar
um texto final ao Congresso Nacional.
Segundo Mamberti, a cultura é um fator de desenvolvimento para o país.
"Precisamos pensar na capacitação dos servidores e gestores
da área e estudar parcerias", disse.
Para ele, esta é a primeira ocasião que a cultura está
sendo valorizada e entrando na agenda do país. "Finalmente a cultura
está sendo tirada do papel, temos que aproveitar a chance para trabalhar
para sociedade", afirmou.
Uma das discussões, segundo Mamberti, é encontrar outras formas
de financiamento à cultura. "A Lei Rouanet não pode ser
a única fonte de renda para a cultura. Este é o momento para
se pensar em outras possibilidades de financiamento para nossa produção",
opiniou.
Para o presidente da Funarte, outro ponto a ser discutido é o acesso
à cultura. "Não cabe ao governo somente financiar e sim
garantir o acesso às produções por ele financiadas. Isso
é a democratização da cultura".
Sérgio Manberti acredita que os seminários são importantes
para encontrar soluções para estas e outras questões
do setor como a meia-entrada para estudantes. "A preocupação
das produtoras é pertinente, mas é preciso que exista o diálogo
para chegar a um consenso", falou. Segundo ele, desde 2001 há
"uma total ausência de controle das carteirinhas". "Devemos
procurar um equilíbrio", afirmou.
Mamberti também argumenta que o Plano Nacional de Cultura não
deve ser o único no país para promover a cultura. "Os planos
estaduais e muncipais são fundamentais, são um complemento ao
nacional", ressaltou. (Ivy Farias )
Fonte: Agência Brasil.
04/12/2008