Planetário do Rio abre Ano da Astronomia no Brasil
A
origem dos planetas, das estrelas e do universo sempre despertou curiosidade
em todo o mundo. Na tentativa de conhecer o que estava além do céu, usando
um telescópio, há 400 anos, Galileu Galilei mudou a forma de ver o mundo.
Agora, pesquisadores querem divulgar a astronomia e chamar atenção para novas
descobertas.
Com esse objetivo, o Planetário da cidade do Rio abre hoje (20) o Ano Internacional
da Astronomia no Brasil – a data foi estipulada pela Organização das Nações
Unidas (ONU). Para o presidente do observatório do Rio, Celso Cunha, essa
é uma oportunidade de aliar conhecimento e entretenimento, além de difundir
a ciência.
“Quando Galileu propôs suas teorias, há 400 anos, demonstrando que a órbita
dos planetas não era circular e, sim, uma elipse, isso teve um impacto profundo”,
destacou Cunha. “Podemos provocar novas mudanças por meio do fascínio produzido
pelas descobertas astronômicas e sinalizar que existem coisas maiores, diferentes
das do dia-a-dia.”
Como parte das atividades do Ano da Astronomia, o Rio receberá, em agosto,
3 mil astrônomos de todo mundo em um congresso. Para o estudioso Luiz Nicolaci,
do Observatório Nacional - órgão do governo federal que faz pesquisas na área
– o momento é de estreitar parcerias com outros países e de fomentar a sistematização
das pesquisas.
“Acho que já foram descobertos cerca de 200 planetas em outros sistemas estelares.
O problema é que ainda não foi feito um levantamento sistemático, que dê uma
amostra estatística válida para tentar entender o processo de formação dos
sistemas planetários. É isso que tentamos entender”, afirmou.
De acordo com ele, o Brasil não têm recursos para investir em equipamentos
como telescópios, que possam resultar em novas descobertas. No último levantamento,
os pesquisadores brasileiros estimaram investimentos de R$ 15 bilhões. No
entanto, Nicolaci avalia que o país pode colaborar, trabalhando bancos de
dados, por exemplo.
“Obviamente, não podemos competir de igual para igual com os Estados Unidos
e a Europa, mas podemos participar de outros projetos.”
Quem não quiser perder as últimas descobertas sobre o universo, pode participar
de atividades do Ano da Astronomia, em todo o país. Somente no período de
abertura, de 19 a 28 deste mês, estão previstos cerca 200 eventos em várias
cidades. Entre eles, a observação do céu com telescópios, atividades em planetários
e mostras.
A programação está no site montado por colaboradores do evento.
(Isabela Vieira)
Fonte: Agência Brasil.
20/01/2009