Reformas das leis Rouanet e Autoral estão entre as prioridades do Ministério da Cultura
O
ministro interino da Cultura, Alfredo Manevy, afirmou hoje (4), na posse da
deputada Maria do Rosário (PT-RS) na presidência da Comissão de Educação e
Cultura da Câmara dos Deputados, que o ano de 2009 será o mais importante
para a cultura do país. Segundo ele, quatro projetos, que trarão mudanças
significativas para o setor, estarão na pauta no Congresso.
“A gente tem quatro grandes projetos legais que vão tramitar na Casa. A reforma
da Lei Rouanet, que reformula o sistema de financiamento a cultura do Brasil,
aumenta os recursos e multiplica os mecanismos para ampla demanda cultura
do brasileiro; e a reforma da Lei Autoral, que é outro grande marco legal
da defesa dos direitos do autor e que precisa ser compatibilizado com a nova
realidade da internet, das novas mídias que defasaram a legislação”, disse.
Manevy afirmou que os parlamentares irão analisar também o primeiro Plano
Nacional de Cultura e a proposta de emenda à Constituição (PEC) nº 150, que
amplia o orçamento da cultura. “A cultura não tem seu plano nacional, como
tem a educação e a saúde. Além da PEC 150, que vincula 2% do Orçamento à política
cultural do país, mais 1,5% dos estados e 1% dos municípios. Essa é a garantia
que o financiamento à cultura veio para ficar como uma prioridade para o país”,
afirmou.
A presidente eleita da comissão, Maria do Rosário, disse que a implantação
do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização
dos Profissionais da Educação (Fundeb) será a pauta principal nas discussões
da Comissão de Educação e Cultura.
“Esse é o grande debate da educação básica brasileira. Poderemos, com o fim
da Desvinculação das Receitas da União, a chamada DRU, construir condições
para a obrigatoriedade da educação começar aos quatro anos, no ensino infantil,
e ir até os 17 anos, no fim do ensino médio”, disse.
A deputada afirmou ainda que a comissão também irá acompanhar as discussões
em torno do cumprimento da Lei do Piso Salarial Nacional dos Professores,
aprovado no ano passado. “Por meio de seus deputados, a comissão vai enfrentar
o debate político, porque o piso nacional foi construído com apoio de todos
os partidos, secretários de educação, além do MEC [Ministério da Educação],
e da própria Fazenda”, afirmou.
“É lamentável que alguns governadores tenham entrado na Justiça contra o pisa
salarial. Enfrentar esse debate e discutir os meios para que se viabilize
esse pagamento, com o apoio da União, é uma tarefa que a Comissão de Educação
e Cultura estará desenvolvendo”, disse. (Ivan Richard)
Fonte: Agência Brasil.
04/03/2009