Reformulação da Lei Rouanet já recebeu mais de 1.200 propostas da sociedade
O Ministério
da Cultura já recebeu mais de 1.200 sugestões de pessoas e entidades
interessadas na proposta de reformulação da Lei Rouanet. O texto
está disponível para consulta pública no site do ministério
e as sugestões estão sendo enviadas para um e-mail (profic@planalto.gov.br)
e para o blog da lei (http://blogs.cultura.gov.br/blogdarouanet/).
As mensagens sugerem principalmente a criação de novos fundos
para fomentar diversos setores culturais, como por exemplo um Fundo Setorial
de Teatro e um de Artes Visuais. As mudanças na lei já prevêem
a reestruturação do Fundo Nacional de Cultura, com a criação
de fundos setoriais para Artes (teatro, circo, dança, artes visuais
e música), Livro e Leitura, Cidadania, Identidade e Diversidade Cultural
e Memória e Patrimônio Cultural Brasileiro.
Artistas, entidades ligadas à cultura e Institutos também têm
se manifestado em apoio ou discordância da lei. A Fundação
Roberto Marinho, por exemplo, encaminhou nota ao ministério criticando
o novo texto, porque acredita que ele irá desestimular os empresários
a financiarem projetos culturais.
Um outro documento com sugestões foi entregue por um grupo de entidades
representantes de empresários, que incluiu o Grupo de Institutos, Fundações
e Empresas (Gife), o Serviço Social da Indústria (Sesi) da Confederação
Nacional da Indústria (CNI) e o Serviço Social do Transporte
(Sest) da Confederação Nacional do Transporte (CNT). As sugestões
dos empresários se basearam em princípios que a lei deveria
seguir para propiciar que o financiamento da cultura seja mais transparente
e que o acesso a ele seja mais democrático.
Segundo a assessoria de imprensa do ministério, um dos trechos do novo
texto da Lei Rouanet, que tem causado polêmica, é o que se refere
ao uso educacional das obras financiadas com dinheiro público. De acordo
com a proposta, elas ficariam disponíveis para serem usadas em escolas
depois de um ano e meio, sem que o Estado precisasse pagar os direitos autorais.
Ainda de acordo com a assessoria, o ministério já admitiu mudar
o texto, mas esse dispositivo deverá ser mantido. (Mariana
Jungmann)
Fonte: Agência Brasil
03/05/2009