Festival de Artes Negras é meio para incentivar relações entre Brasil e África, diz ativista
O
lançamento do 3° Festival Mundial de Artes Negras (3° Fesman), hoje (25) em
Salvador, representa para o Brasil oportunidade em adotar parceria com países
da África em prol do desenvolvimento do continente africano e de estimular
relações entre as nações, na opinião do presidente da Fundação Cultural Palmares,
Zulu Araújo. O festival será realizado entre os dias 1° e 14 de dezembro em
Dacar, no Senegal. O lançamento coincide com o Dia da Libertação da África,
comemorado hoje.
“Estaremos discutindo aquilo que a união africana está propondo: uma nova
parceria que tenha na sua agenda não apenas as coisas maléficas que acontecem
no continente africano, como por exemplo as guerras, a questão da aids, a
questão da miséria. Mas também que tenhamos coisas positivas para que a gente
possa construir um novo patamar de relações entre os povos e entre as nações",
destacou Araújo em entrevista ao programa Revista Brasil da Rádio Nacional.
Ele lembrou que a África é o continente mãe da humanidade, mas sofreu nos
últimos cinco séculos. "Temos a obrigação de contribuir para que o continente
africano alcance o pleno desenvolvimento”.
Os organizadores do festival esperam a presença no Senegal de 3 mil artistas
representando 84 nações, africanas e de outros continentes. “Vamos celebrar
com música, com artes visuais, com dança, com teatro, com arquitetura, mas
também vamos celebrar com um colóquio refletindo o renascimento africano na
África e na diáspora”, explica Araújo.
No Brasil, o lançamento contará com a presença do presidente do Senegal, Abdoulaye
Wade, que juntamente com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva,
abre a cerimônia às 20h30. O ministro da Cultura, Juca Ferreira, também participa
do lançamento, que terá a apresentação do balé folclórico da Bahia, de blocos
afro da cidade de Salvador, de artistas senegalenses, além de shows de Margareth
Menezes e de Gilberto Gil, que é o presidente internacional do 3° Fesman.
“A Bahia e o Brasil estão felizes, por esse acontecimento, evidentemente porque
a Bahia é matriz da cultura brasileira. Aqui aportaram os primeiros escravizados,
aqui foi o primeiro governo-geral do Brasil, aqui foi a primeira capital do
Brasil. Nada melhor do que a agente reverenciar esse nosso passado, esses
nossos ancestrais. A gente estará celebrando tudo isso hoje”, destaca Araújo.
Fonte:Agência Brasil.
25/05/2009