Lula destaca importância de democratizar a cultura
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje a democratização da cultura,
em seu programa semanal de rádio Café com o Presidente. Lula afirmou que é
extremamente importante a cultura estar ao alcance do povo. O ministro da
Cultura, Juca Ferreira, também participou do programa.
Na semana passada o governo enviou um projeto de lei ao Congresso Nacional
que cria o Vale-Cultura, com valor nominal de R$ 50. Durante o programa, Lula
explicou o objetivo do Vale-Cultura, que é criar possibilidades para que as
pessoas mais pobres tenham acesso a atividades culturais, a livros e DVDs.
Juca Ferreira destacou que a iniciativa deve permitir que um número entre
12 e 14 milhões de brasileiros comece a frequentar cinemas, teatros, tenha
a possibilidade de comprar CDs, s e livros. Segundo o ministro, o funcionamento
é muito simples e muito semelhante ao Vale-Refeição. “Só que em vez de alimentar
o estômago vai alimentar o espírito”, disse.
O ministro lamentou que o país viva em um apartheid cultural. “O número de
brasileiros que tem acesso à cultura é muito pequeno, nunca chega a 20%. A
única exceção é a TV aberta”.
Juca Ferreira lembrou que apenas 14% dos brasileiros vão ao cinema uma vez
por mês com alguma regularidade, 96% dos brasileiros nunca entraram num museu,
78% da população nunca viram um espetáculo de dança, 93% nunca foram a uma
exposição de arte.
“Ou seja, a gente até hoje nesses 500 anos de Brasil, não conseguiu integrar
a população brasileira na cultura”. Lula afirmou que, além de trabalhar, constituir
família e cuidar dela, o povo precisa ter acesso à cultura.
Para ele, a cultura tem que estar ao alcance de todos e o cidadão que mora
na periferia a duas horas de ônibus do centro de uma capital não deveria pagar
dois ônibus para ir ao cinema, por exemplo.
“É o cinema que tem que estar mais próximo dele, é o teatro que tem que estar
mais próximo dele”.
O presidente deixou claro ainda que esse é apenas o primeiro passo, pois espera
se unir aos prefeitos, governadores e empresários para levar atividades culturais
à periferia mais “longínqua, onde as pessoas estão, a possibilidade de acesso
ao conhecimento cultural”. (Daniel Lima)
Fonte: Agência Brasil.
27/07/2009