Ministro da Cultura diz que Brasil tem dívida histórica com o livro e a leitura
O
Brasil tem uma dívida histórica com o livro e a leitura, na avaliação do ministro
da Cultura, Juca Ferreira, que afirma que houve um razoável abandono dessa
área no país. Ele comparou a realidade brasileira, na qual a tiragem média
de um livro é de 5 mil exemplares, com a de Cuba onde cada título tem uma
tiragem de 100 mil. Para o ministro, sem livro e sem leitura não há objetividade
na construção de uma sociedade complexa. Ele acredita ainda que é preciso
que os alunos sejam treinados a ler. “É preciso que no dia a dia da sala de
aula, o livro seja apresentado de forma prazerosa”, defendeu durante solenidade
de abertura do 21º Fórum Nacional Mais Livro, Mais Leitura nos Estados e Municípios.
O evento tem o objetivo de discutir o acesso ao livro e à leitura.
Presente à abertura do evento, o secretário executivo do Plano Nacional do
Livro e Leitura (PNLL), José Castilho Neto, disse que o povo brasileiro não
pode ficar à margem do direito à leitura. “Era chegada a hora de o brasileiro
exercer seu direito à leitura, esse direito somado a outros direitos fundamentais
e civis, poderiam levar o país à plena cidadania.”
O presidente do Instituto Pró-Livro (IPL), Jorge Yunes, falou sobre a intenção
de reunir governo e sociedade civil para a realização de um projeto para implementação
de medidas de incentivo à leitura, com o objetivo de melhorar os indicativos
de leitura do país. Yunes afirmou que é preciso cativar os leitores, para
tornar a leitura um hábito prazeroso. “Não é possível cativar os leitores
se eles não entendem o que leem.”
O secretário de Alfabetização, Educação Continuada e Diversiade do Ministério
da Educação, André Lázaro, lembrou que 65 milhões de brasileiros não tem o
ensino fundamental completo, e que para esses brasileiros só o fato de os
filhos estarem na escola já é uma vitória. Porém, segundo ele, é preciso saber
se as crianças estão realmente aprendendo nas escolas. "O direito de aprender
é o nosso principal lema”, defendeu.
Fonte: Agência Brasil.
07/10/2009