Presidente da TurisAngra diz que fará campanha publicitária no momento oportuno
O Presidente
da Fundação de Turismo de Angra dos Reis (TurisAngra), Marcos
Vinicius Barbosa, negou que esteja planejando fazer de imediato uma campanha
promocional do município, "em respeito ao drama que a cidade vive”.
“Mesmo [que o problema maior da catástrofe tenha sido] na periferia,
não podemos fazer uma campanha publicitária [agora]. Mas no
momento oportuno vamos entrar com uma campanha de divulgação
do turismo da cidade", admitiu.
Barbosa informou que já está na cidade um grupo de 100 agentinos
de Córdoba, que chegou no primeiro voo fretado dos 14 já fechados
pelo setor.
"Eles estão hospedados em um resort [hotel de luxo] na estrada
do Contorno, que foi uma das mais afetadas pelas chuvas. Nós disponibilizamos
embarcações para que eles pudessem fazer passeios pela região,
pela Baía da Ilha Grande, e pela cidade".
Barbosa disse que recebeu um telefonema do ministro do Turismo, Luiz Barreto,
que lhe comunicou a disposição do ministério de fazer
uma campanha de esclarecimento e divulgação da cidade.
Segundo Barbosa, o ministro explicou que o objetivo da campanha é retratar
a atual situação do município e esclarecer que o conjunto
que engloba as opções turísticas de Angra dos Reis não
foi afetado pela chuva do início do ano.
“É preciso deixar claro, volto a repetir, que nós não
tivemos nenhum prejuízo do ponto de vista da 'matéria prima'
do turista. A Baía da Ilha Grande está completamente preservada,
as 365 ilhas, os nossos casarões, o conjunto arquitetônico, a
Casa de Cultura, o Museu de Arte Sacra, todos estão em perfeitas condições".
Procurada pela Agência Brasil, a Prefeitura de Angra dos Reis informou
que ainda não dispõe de números sobre a queda da atividade
turística na região e que somente a TurisAngra tem como tratar
do assunto.
Segundo a prefeitura, o comércio da cidade não foi afetado pela
tragédia. Sobre a possibilidade de queda do emprego no setor de turismo,
a prefeitura informou que isso se registra apenas na região da Praia
do Bananal, onde 31 pessoas morreram e uma continua desaparecida em razão
da destruição quase que total da pousada Sankay e da interdição
de outras unidades comerciais e residenciais. (Nielmar Oliveira)
Fonte: Agência Brasil.
08/01/2010